Principal Blog Nilton Veronesi Existe felicidade após uma derrota? Sim e o Tubarão ensinou isso

Existe felicidade após uma derrota? Sim e o Tubarão ensinou isso

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Uma das maiores emoções que vivi no futebol foi a final da Libertadores da América de 2005 entre São Paulo e Atlético Paranaense. O meu tricolor acabou sagrando-se tricampeão. Fui aos dois jogos da grande final, no Beira Rio e no Morumbi. Fiz o “diabo” para ir as duas partidas. Vendi férias, antecipei décimo terceiro, pedi presente de Natal adiantado, enfim, valeu a pena. Depois disso, embora tenha assistido jogos em várias cidades do Brasil, nunca mais tinha sentido aquela sensação do tricampeonato. E depois de 13 anos, um time de futebol do interior de Santa Catarina me fez ter essa sensação novamente. Novamente o Atlético Paranaense era o adversário. Confesso que não tinha uma expectativa positiva, mas futebol é futebol (e vice-versa, hehe). Valia a pena enfrentar mais de 800 km para assistir um pequeno de SC enfrentar um grande do Brasil? Pois digo que desde o primeiro segundo eu não tinha dúvida disso. Independente do resultado algo me dizia que eu tinha que fazer parte daquela história. E ela foi épica. Ela foi histórica. Depois de um primeiro tempo de muita pressão dos times da casa e um gol logo no começo da segunda etapa veio a epopeia. Os guerreiros de Vila Oficinas viraram o placar com Matheus “Monstro” Barbosa e o atacante Batista. O Atlético Paranaense empatou depois de uma pequena falha daquele que tinha salvado o Peixe em algumas situações no primeiro tempo, Júnior Beliatto. Os rubro negros viraram num pênalti daqueles que os árbitros só veem pra times grandes. Para muitos, a partida se desenhava para o final. Ledo engano. Coincidências à parte, assim como dois Matheus fizeram os primeiros dois gols do Peixe da primeira virada, dois “Costa” fizeram da segunda, Lucas e Daniel. Faltando menos de oito minutos para acabar o jogo os tubaronenses levam o empate e nos dois últimos a virada que decretava o placar. Tristeza por deixar escapar a classificação pelos dedos? Não. Os torcedores do time tricolor com a partida finalizada se levantaram e gritaram “time de guerreiros”. Orgulho é a palavra que melhor define o sentimento. Jogadores foram gigantes, comissão técnica foi gigante. Diretoria foi gigante. Torcedores ultrapassaram a barreira do fanatismo, do amor ao clube e foram mais que espetaculares. Eu estava lá. O Tubarão me ensinou que existe, sim, felicidade após a derrota. Guerreiros Tricolores de Vila Oficinas, ergam a cabeça, pois vocês fizeram o que poucos no Brasil conseguem. Arrasa, Tubarão!