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Bombeiros orientam sobre levar cães à praia

Bombeiros orientam sobre levar cães à praia

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Quem tem cachorro de estimação sabe que eles são parte da família. Como nos dias de sol e calor muitas famílias gostam de aproveitar a praia, sempre fica a dúvida se o cãozinho pode ir junto para a areia e para o mar ou, se deve ficar em casa curtindo sombra e água fresca. A soldado Andreza Moraes, que é bombeiro militar e médica veterinária da coordenadoria de cinotecnia do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), respondeu essa pergunta.

“Depende do estado de saúde do cão e da praia. Em Balneário Camboriú, por exemplo, uma lei municipal proíbe cães na faixa de areia. Os animaizinhos ficam limitados ao calçadão”, conta. Entretanto, há exceções, como os cães-guias usados por pessoas com deficiência visual para se locomoverem e os cães de resgate do CBMSC. A regulamentação na faixa de areia com a permissão para tráfego de cães é diferente em cada município.

Em todos os casos, a soldado Andreza explica que é necessário um rigoroso controle sobre a saúde dos animaizinhos, pois de maneira geral, o ambiente de praia não é indicado para os cães. “Tanto a areia, como a água do mar e a exposição do cachorro ao sol e calor podem contribuir para o aparecimento de problemas de pele, infecções nos ouvidos ou problemas mais graves como intermação. Nesse caso, a temperatura corporal do cão sobe muito e pode, inclusive, levar à morte”, alerta.

Para os adultos e crianças que estão na praia, os cães também podem contribuir para a proliferação de doenças, como verminoses ou doenças de pele. Por isso, em hipótese nenhuma as fezes dos animais devem ser enterradas na areia. “Caso acontecer, as fezes ou urina devem ser recolhidas e desprezadas com a areia contaminada em locais apropriados, sem contato humano,” explica.

O sargento Evandro Amorim, condutor do cão de resgate Ice do Corpo de Bombeiros Militar, explica que até mesmo o Ice somente vai à praia em locais próprios e em horários propícios. Ele é o primeiro cão de resgate em ambientes aquáticos do Brasil. É empregado em ações preventivas a afogamentos durante a Operação Veraneio e eventos sociais em Itajaí.

“Ele tem alimentação balanceada, passa por periódicas inspeções veterinárias e por processos de desverminações constantes para controle de ecto e endoparasitas. Além disso, não fica exposto por muito tempo ao sol em horários impróprios”, ressalta Amorim.

Foto: Divulgação