Principal ENTREVISTA Um prefeito com esperanças de viver uma nova realidade
Um prefeito com esperanças de viver uma nova realidade

Um prefeito com esperanças de viver uma nova realidade

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Joares Ponticelli – prefeito de Tubarão

Prefeito, quais os principais benefícios de ter um orçamento maior e feito pela própria equipe de governo?

Nosso grande obstáculo no primeiro ano de Governo foi encontrar um orçamento com um corte de um terço do que tradicionalmente era, quase R$ 100 milhões a menos. Agora em 2018 voltamos a ter o orçamento de mais de R$ 290 milhões que nos permite trabalhar de maneira mais adequada. É uma outra realidade que nos permite fazer mais investimentos. A reforma da ponte pênsil como solução enquanto a passarela de concreto não é construída é um bom exemplo de iniciativa possibilitada pelo novo orçamento.

Com o reajuste de algumas taxas, muitas pessoas cobrarão a realização de mais obras em 2018. O senhor já foi bastante requisitado em 2017. Está preparado para o ano atual?

A população sempre vai cobrar obras e melhorias em todas áreas, independente ser o primeiro ou último ano de Governo, se há reajustes ou se há crise econômica. Estamos muito preparados para as cobranças e para as ações pois fizemos um grande planejamento não só para a nossa Gestão, mas para as próximas que virão. O programa Tubarão 180º prevê isso, ações para agora e para o futuro. Um programa dessa grandiosidade requer preparo e planejamento e felizmente tenho uma excelente equipe para enfrentar esse desafio.

Muitos vereadores já declararam, publicamente, que mudarão seus comportamentos em 2018, cobrando mais ações. Como manter o bom relacionamento com eles e conseguir aprovar medidas?

O Legislativo tubaronense foi muito parceiro da prefeitura em um 2017 que foi bastante difícil e sou muito grato por isso, pois os vereadores foram muito sensíveis em uma série de temas. A cobrança de ações é bastante saudável, faz parte da democracia e sobretudo nos deixa mais alertas, desde que seja feita de maneira justa e responsável. E um bom relacionamento se faz mantendo o respeito com os vereadores e dialogando, mantendo as portas abertas.

O senhor pode ter perdas consideráveis no governo, principalmente no primeiro escalão. O processo político lhe preocupa para 2018?

Tento ao máximo fugir desse assunto, pois a equipe de Governo é ótima e superou grandes desafios em 2017 e de minha parte não gostaria de perder nenhum integrante desse time. Mudanças no primeiro escalão ocorrem em qualquer equipe, mas não é algo que me preocupa no momento

No campo de expectativa/realidade: como o senhor avalia o primeiro ano de governo?

Foi um ano de extremas dificuldades por conta de questões financeiras, mas de grandes realizações. Iniciamos a construção de duas novas escolas infantis (os CEIs do São João ME e São Martinho), as obras de conclusão da área externa da Arena Multiuso e a revitalização dos acessos através de um convênio de mais de R$ 20 milhões com o Governo do Estado, só para citar as realizações mais importantes. Tive como grande frustração o processo de retomada do estacionamento rotativo, mas que deve ter um encaminhamento final nas próximas semanas. O primeiro ano terminou com Tubarão voltando a brilhar como pólo regional, com empresários voltando a investir aqui e a gerar empregos e a cidade sendo citada em manchetes e reportagens positivas na imprensa local, estradual e até nacional. O Domingo na Rua não pode deixar de ser citado. Os tubaronenses abraçaram o programa que, inclusive, deveria virar case do Governo

A prefeitura de Tubarão tem uma receita considerável com recursos transferidos de outras esferas. O governo do Estado foi um grande parceiro em 2017, com a ajuda de Raimundo Colombo (PSD), principalmente. A saída dele do cargo e a entrada de Eduardo Moreira (PMDB) faz o senhor temer o auxílio?

Em setembro do ano passado o Eduardo Moreira, enquanto governador em exercício, liberou para a cidade R$ 422 mil para a pavimentação e urbanização da rua José Peicher Lisboa. O Governo do Estado continuou ajudando Tubarão naquele momento, por isso não vejo o Eduardo Moreira de outro modo senão como um parceiro enquanto estiver no cargo.

Falando nisso, como o senhor projeta o PP nas eleições para o Estado em 2018 e qual o caminho você considera o ideal?

Estamos com um pré-candidato forte na Amurel. O presidente da Câmara de Vereadores Pepê Collaço já mostra em sua caminhada que vem com força na campanha. A região precisa de um representante na Alesc e acredito que o Pepê pode ser esse nome. Ainda tem muita coisa a ser definida no partido na esfera estadual, mas acompanho os andamentos.

Em nível nacional, o cenário indica preferência pela esquerda (Lula, PT) e direita (Bolsonaro). É o caminho, ou o senhor aposta em algum outro nome que possa vencer e governar com apoio em outras esferas?

Acredito que as pesquisas mais recentes não refletem a realidade de intenção de votos, pois o eleitorado está incrédulo por conta dos acontecimentos dos últimos anos. Creio que os eleitores só tratarão do assunto com mais responsabilidade após a Copa do Mundo, quando a eleição estiver mais próxima. E não imagino a vitória de um representante dos extremos, mas alguém do chamado Centro. E são vários nomes especulados nessa condição, como por exemplo o Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Álvaro Dias. Ainda é cedo para fazer projeções e a eleição em Tubarão é um bom exemplo. Eu iniciei a campanha com cerca de 8% da intenção de votos, mas venci com quase 11 mil votos de diferença sobre o segundo colocado. Essas eleições presidenciais estão bem indefinidas.

Foto: Divulgação