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Chuvas impactam a balneabilidade das praias

Chuvas impactam a balneabilidade das praias

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O sétimo relatório de balneabilidade da temporada de verão foi divulgado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma). De acordo com as análises realizadas entre 22 e 26 de janeiro, dos 215 pontos monitorados, 94 (43,7%) estão próprios para banho.

Em relação ao último relatório, 19 pontos passaram a ser impróprios e sete mudaram para próprios. “As chuvas constantes continuam a impactar nos resultados”, explica o técnico de laboratório, Marlon Daniel da Silva.

Durante o verão, as análises são realizadas semanalmente. Assim que os resultados são cadastrados no sistema, o site e o aplicativo são atualizados automaticamente. “Indicamos que se observe o histórico do local. Se, na maior parte do tempo está próprio, a chance de estar contaminado é menor que um local que apresenta um histórico de impropridade”, explica o gerente de Pesquisa e Análise Ambiental, Oscar João Vasquez Filho.

O relatório completo está no www.fatma.sc.gov.br ou no aplicativo Praias SC, disponível para Android.

Como a balneabilidade é feita

Para dizer se um ponto é próprio ou impróprio para banho, a Fatma analisa a presença da bactéria Escherichia Coli, presente em fezes de animais de sangue quente e humanos. Isto é, verificar se a água está contaminadas ou não por esgotos domésticos. A bactéria pode colocar em risco a saúde dos turistas e da população local.

São necessárias cinco coletas consecutivas para se obter o resultado. “Começamos a colher as amostras para o início da temporada em 6 de novembro. Quando em 80% das análises a quantidade da bactéria é inferior a 800 por 100 mililitros, o ponto é considerado próprio”, Silva.

As coletas são feitas mensalmente de abril a outubro e semanalmente de novembro a março – o pico da temporada de verão. Além da estrutura da Fundação, outros dois laboratórios parceiros contribuem para as análises.

Os pontos analisados são nos municípios Araranguá, Bal. Arroio do Silva, Bal. Gaivota, Bal. Camboriú, Bal. Piçarras, Bal. Rincão, Barra Velha, Biguaçú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Gov. Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Penha, Porto Belo e São José.

Foto: Divulgação

Laguna:

Própria – Praia da Teresa, Praia de Itapirubá, Praia do Cardoso, Praia do Gi e Praia do Mar Grosso.

Imprópria – Lagoa de Cabeçudas e Prainha do Farol.

Jaguaruna:

Própria – Canal do Camacho e Lagoa do Arroio Corrente.

Imprópria – Praia do Arroio Corrente.

Imbituba:

Própria – Praia da Ribanceira, Praia da Vila Nova, Praia da Ibiraquera, Praia do Porto e Praia do Rosa.

Imprópria – Lagoa de Ibiraquera e Praia do Porto (esquerda do molhe central).

Garopaba:

Própria – Praia do Siriú.

Imprópria – Lagoa da Ferrugem e Praia de Garopaba.

A água é considerada:

Própria: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, houver no  máximo 800 Escherichia coli  por 100 mililitros.

Imprópria: quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, for superior que 800 Escherichia coli por 100 mililitros ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.